quinta-feira, 29 de julho de 2021
sábado, 28 de setembro de 2013
ANOS 60 EM ROLÂNDIA ( NORTE DO PARANÁ ) BRASIL
SOU DO TEMPO DOS CARRÕES CONVERSÍVEIS.. DO TEMPO EM QUE COMEÇOU O ROCK AND ROLL... NOS TEMPOS DA BRILHANTINA... CALÇA BOCA DE FUNIL.. . BOTINHAS... TEMPOS DOURADOS... IÊ´´IÊ..IÊ... CADEIRAS NAS CALÇADAS... BAILINHOS... GORDINES.. KHARMAN GHIAS... FUSCAS... SOU DO TEMPO EM QUE SE DANÇAVA DE "ROSTO COLADO".. . MÚSICA LENTA.. SOU DO TEMPO DOS "BEE GEES"... DO TEMPO DA "CUBA LIBRE"... DO TEMPO EM QUE TOMAR UM PORRE ERA TOMAR UMA CAIPIRINHA OU UM "RABO DE GALO" PARA IR AO BAILE... DO TEMPO EM QUE APRONTAR ERA FUMAR ESCONDIDO OU FURTAR O PÃO QUE O PADEIRO DEIXAVA DE MADRUGADA NAS CASAS... SOU DO TEMPO EM QUE O ALUNO ERA LEVADO A DIRETORIA SE NÃO FIZESSE A LIÇÃO DE CASA... SOU DO TEMPO EM QUE FALAR PALAVRÃO ERA MANDAR ALGUÉM "À M...."... SOU DO TEMPO EM QUE SE PEDIA A BENÇÃO PARA OS PAIS... DO TEMPO EM QUE OS FILHOS AMAVAM E RESPEITAVAM OS MAIS VELHOS... DO TEMPO EM QUE OS FILHOS AJUDAVAM OS PAIS... SOU DO TEMPO EM QUE TODOS OS PAIS LEVAVAM OS SEUS FILHOS NA IGREJA E DAVAM BONS EXEMPLOS... SOU DO TEMPO EM QUE UM MENINO OU MENINA GANHAVA UMA OU DUAS ROUPAS POR ANO... SOU DO TEMPO EM QUE IOGURTE, COCA-COLA E MAÇA ERAM ARTIGOS DE RICOS... SOU DO TEMPO EM QUE BRINQUEDO BOM ERA UM CARRINHO DE ROLEMÃ... BIBLIOQUÊ... PEÃO E BOLINHAS DE GUDE... SOU DO TEMPO EM QUE AS CRIANÇAS BRINCAVAM NA RUA ATÉ DE NOITE E NÃO HAVIA PERIGO... NO MÁXIMO ALGUMA BRIGA COM SOCOS... UM OLHO ROXO... SOU DO TEMPO EM QUE 90% DAS CRIANÇAS ANDAVAM DESCALÇOS, COM ESTILINGUE NO PESCOÇO E EMBORNAL CHEIO DE PEDRAS DO LADO... SOU DO TEMPO EM QUE MOLEQUE SÓ COMIA FRUTA SUBINDO NA ÁRVORE.. SOU DO TEMPO EM QUE QUASE TODO MENINO FAZIA O SEU PRÓPRIO BRINQUEDO USANDO SERROTE, MARTELO, ARCO DE PUA E FORMÃO.. SOU DO TEMPO EM QUE OS POLITICOS ERAM MAIS HONESTOS... DE UM MEIO AMBIENTE MELHOR... DE TEMPO EM QUE TÍNHAMOS MUITAS PESSOAS MORANDO NA ROÇA... DO TEMPO EM QUE SE COMIA MELHOR... COMIDA SEM AGROTÓXICO... DO TEMPO EM QUE O LEITEIRO TRAZIA O LEITE TODO DIA NA CIDADE COM SUAS CARROÇAS... DE CASA EM CASA... DO TEMPO EM QUE O PADEIRO ENTREGAVA O PÃO DE CASA EM CASA... DE MADRUGADA... COM SUAS CORROÇAS... SOU DO TEMPO EM QUE SANDUICHE ERA APENAS PÃO E MORTADELA... SOU DO TEMPO EM QUE COMER BEM ERA ARROZ, FEIJÃO, SALADA, BIFE E GUARANÁ ANTARTICA... SOU DO TEMPO EM QUE MACARRONADA ERA A COMIDA ESPECIAL DO DOMINGO... SOU TEMPO EM QUE O CINEMA ÉRA MÁGICO... SOU DO TEMPO EM QUE ASSISTIR TARZAN OU BONANZA ERA O MÁXIMO... TODOS PARAVAM PARA ASSISTIR... SOU DO TEMPO DOS IRMÃO CORAGEM E DO BEM AMADO... DO TEMPO EM QUE OS RIOS TINHAM ÁGUA LIMPA... DO TEMPO EM QUE SE PODIA ANDAR PELAS RUAS DE MADRUGADAS SEM MEDO DE NADA... EU VIVI OS ANOS DOURADOS.. EU VIVI OS ANOS 60 NO NORTE DO PARANÁ... JOSÉ CARLOS FARINA
COMENTÁRIO: Aparecida Herrmann só saudades Farina e a culpa é nossa, achavamos que tinhamos "Pais" rigidos demais que eram quadrados e tudo o mais então as vezes falavamos (ou pensavamos) quando eu crescer e tiver meus filhos vou dar a eles tudo que não tive,ta ai a resposta eu que hoje tenho meus filhos me sinto culpada por ter sido como dizem tão condenscendente,certo estavam os meus "Pais",o mundo evoluiu claro que bom,mais em muita coisas regredimos nós, eu tenho saudades desse tempo e Graças a Deus ainda temos muita coisa boa acontecendo belo texto
domingo, 8 de setembro de 2013
FARINA E SEU TEMPO DE ESTUDANTE PRIMÁRIO EM ROLÂNDIA - ANOS 60
TINHA UMA PARTE BOA...
Eu estudei o curso primário no Grupão Souza Naves de Rolândia, norte do Paraná... No tempo da Dona Marli Diretora. No recreio serviam sopa de fubá (rs).... tinha que trazer o prato....(eu não levava não!) Só comia lá quando serviam leite preparado com o pó mandado de presente pelo presidente John Kennedy (Aliança para o Progresso)... As vezes serviam pão com pasta de aveia.... Ai ninguém ficava de fora.... No intervalo os marmanjos queriam bater nos mais pequenos e mais fracos... Como não sou bobo fiz amizade com o Ladislau (um cara super respeitado)... Um dia um grandão queria me bater (devo ter aprontado alguma) na hora "h" adivinha que chegou pra me salvar? acertaram... O Ladislau.... Lembro-me que a gente arrancava espinhos de carrapicho e jogávamos por trás nas roupas dos colegas, sem que eles soubessem. Tinha um colega que trazia máquina fotográfica sem filme e colocava todo mundo para tirar foto em cima do muro. Uma vez eu e mais dois colegas não fizemos o dever de casa e fomos levados para a sala da diretora Marli que era um carrasco. Vinte reguadas cada um nas mãos. Quando ela foi bater no primeiro quebrou a régua... os outros idiotas ( inclusive eu) rimos... aí ela de raiva pegou duas juntas.. bem espessas.. e aumentou a dose para 30... aí aí.. por que fomos rir? fiquei com a mão vermelha o dia inteiro.. Um dia joguei pó de mico nos colegas na hora da fila.. quando entramos parecia que todo mundo tinha endoidado.. menos eu.. era tral de coça.. coça... (comecei a me coçar tbm para disfarçar). chamaram a dona Marli para revistar para descobrir o autor da proeza...quando chegou a minha vez ela nem revistou direito.. eu tinha cara de bonzinho... hehehe.. Enfim.. acabou a aula .. fomos para casa tomar banho... Eu era amigo do Mauro Rodrigues (ainda sou) e um dia encontramos um filhote de pardal na entrada do Grupão.... O Mauro muito sacana falou: - Farina pega pra vc é filhote de canarinho!.... Inocentemente acreditei e coloquei o filhote no bolso do Guarda Pó (uma espécie de jaleco)...rs... No meio da aula o filhote escapou e a molecada endoidou pra pegá-lo... resumindo... acabou a aula. Da janela da sala vi que o filhote entrou no porão da sala. Na saída fui lá e o peguei e o levei para casa. Acabei levando uma bronca do meu saudoso pai: - "Solta este passarinho Zé Carlos, vc não está vendo que é um filhote de Pardal!... Acabei criando o pardal na gaiola por uns tempos... Se na época existisse o atual Estatudo da Criança e Adolescente terminaríasmos o ano letivo sem professoras. Eu acho que apanhei de todas as professoras do primário. Lembro-me que uma vez errei a tábiado do 8 e a professora não só puxou a minha orelha.. ela torceu.. eu acho que é por isso que tenho orelhas grandes. Tinha uma professora que era doida varrida.. ela gritava.. tacava gis. tacava apagador. pulava um metro de altura quando tinha xiliques... A violência era tão grande que a diretora Marli uma vez deu um banho em um colega meu na frente de todo a Escola só porque ele não tinha lavado os ouvidos e cortado as unhas.. pode?? Orra. nesta hora eu aparei as minhas unhas compridas no dente... No recreio a criançada brincava de biblioquê ( eram centenas).. tinham uns caras bons mesmo.. começavam a dar "piruetas" e não paravam nunca.. faziam milhares de pontos.. brincávamos de peão ( tinha tbm uns caras ótimos).. eles acertavam os peões que estavam no roda e ficavam com os brinquedos.. Brincávamos tmb de bolinha de gude.. aqui tbm a mesma coisa.. tinha uns caras que acertavam as bolinhas de longe.. e iam "rapelando" a molecada.. brincávamos tbm de "salva".. Pena que o intervalo acabava logo e lá íamos nós enfrentar as professoras bravas... JOSÉ CARLOS FARINA
quinta-feira, 12 de julho de 2012
DOIS AVENTUREIROS DE ROLÂNDIA , NORTE DO PARANÁ
Mudei os nomes das pessoas. É que não tenho autorização para contar a seguinte história real: Nos anos 70 o mineiro Eduardo foi passear na região de Ortigueira-Pr. com a família. Ao sair de casa tomou umas branquinhas e na estrada mais algumas. Já meio alegre parou o carro para abastecer próximo a cidade de Faxinal. Enquanto o frentista abastecia o carro Eduardo encostou na "bomba" e teve a impressão de ter levado um choque. O frentista riu do episódio. Como Eduardo não gosta de brincadeiras discutiu com o rapaz e para não fazer "burrada" perto da família veio embora para Rolândia. Era um domingo e chovia bastante. Deixou a família em casa, pegou duas perucas loiras, dois revólveres e uma carabina e foi na casa do seu irmão Gilberto, que sempre o acompanhava em todas as suas proezas. Ao chegar na casa de Gilberto recebeu a informação da mãe que o mesmo estava no cinema com a namorada. Eduardo não se fez de logrado, foi até o cinema... Ao chegar na portaria o rapaz da bilheteria vendo aquela figura com uma peruca loira na cabeça, dois revólveres Colt 38 na cintura e uma carabina na mão direita, nem pediu o ingresso... já foi autorizando a entrada. O filme já tinha começado... no meio da escuridão, Eduardo que já tinha tomado mais "uma" no Bar Cinelândia começou a gritar: - Gilberto!... Gilberto!... O irmão ao ouvir o seu nome conheceu o sotaque do irmão e foi lá ver o que tinha acontecido e perguntou: - O que foi Eduardo? o que aconteceu "pro cê" me procurar aqui e com este peruca na cabeça? Eduardo respondeu: - vem comigo que nós vamos matar um sujeito que me desacatou na presença de minha família lá em Faxinal.... Gilberto para evitar maior escândalo levou a namorada pra casa e entrou no carro do irmão que seguiu em direção a Faxinal em meio a forte chuva. Gilberto ia argumentando com o irmão: - deixa isso pra lá... ninguém te conhece lá em Faxinal... pra que matar um sujeito que você nem conhece? Eduardo retrucou: - Mas eu não posso aceitar isso... ele não podia me desacatar assim.. Depois de muito insistência e vendo que não tinha jeito mesmo, Gilberto sentenciou: - Então pára em um buteco ai para eu tomar uma dose, pois eu não posso matar um sujeito que eu nem conheço com o sangue frio... E assim fizeram.. pararam num bar beberam várias doses e depois da meia noite, já bastante bêbados foram até o posto para executar o frentista. Mas chegaram muito tarde e o posto já estava fechado. Assim acabaram voltando para casa bêbados e o máximo que fizeram foi descarregarem os dois revólveres nas placas da beira da estrada e riram bastante de loucura que quase fizeram. JOSÉ CARLOS FARINA
quinta-feira, 15 de março de 2012
JOSÉ FARINA FILHO - PIONEIRO EM ROLÂNDIA - PR.
JOSÉ FARINA FILHO
O Sr. José Farina Filho nasceu em Jardinópolis-SP. aos 02 de outubro de 1928, faleceu em Rolândia-Pr. no dia 22 de setembro de 2006, aos 77 anos de idade.
Sr. José Farina Filho era casado com a Sra. Sebastiana Martin Farina e tinha 6 filhos, Pedro Argemiro e Marco Antonio (comerciantes), Paulo Ademir (engenheiro), José Carlos (advogado), Maria Dolores e Sandra Mara (professoras), 14 netos e uma bisneta.
Foi pioneiro do município da gleba cafezal onde chegou em 1940 em companhia dos pais José e Adelaide e dos irmãos Antonio, Irineu e Laura. trabalhou na lavoura até 1953, derrubando mata, plantando, colhendo e comercializando lenha para os moradores da cidade que utilizavam este combustível para os fogões.
De 1953 até a sua aposentadoria foi corretor de imóveis, chegando a vender terras para a Companhia de Terras Norte do Paraná, na região de Umuarama e Uniflor. Sempre usando chapéu de feltro e óculos, era muito conhecido também pelo seu inconfundível Jipe Wilys 1951, verde.
Como agricultor e depois corretor de imóveis ajudou a desbravar o interior do Município, trazendo compradores de terras de outras regiões e de outros Estados, que acabaram se fixando em Rolândia, aumentando ainda mais as nossas riquezas e produção. Naquela época não havia estradas asfaltadas e o serviço do corretor era muito duro. Quando era época de estiagens havia muita poeira e em ocasiões de chuva era quase que impossível o deslocamento de veículos, mesmo que fossem jipes. Seu conhecimento era tão grande sobre o nosso município que até poucos anos atrás conhecia lote por lote, gleba por gleba, os antigos proprietários.
Além do amor pela nosso município, pelas nossas terras e pela família, tinha também muito amor pelo Nacional Atlético Club, o NAC, time de seu coração, onde chegou a exercer o cargo de diretor de publicidade, fazendo a propaganda dos jogos através de alto-falantes ambulante em Rolândia, Cambé, Arapongas e Jaguapitã, convocando a torcida para comparecerem ao estádio em dia de jogos. Os filhos jogavam os panfletos na rua.
O Sr. José Farina Filho não perdia nenhum jogo do Nacional, mesmo que o time se apresentasse em locais distantes. Com o seu radinho de pilha colado no ouvido não perdia nenhum lance. O seu grito era sempre este: Vamos! vamos lá Nacional! aí garoto! muito bem!
Após se aposentar em 1992 trabalhava todo dia na Eletrônica Central, localizada na Av. Expedicionários, 65, consertando chuveiros e ferros elétricos, trabalho que fazia com muito amor, mais como uma distração.
Como pioneiro, corretor de imóveis e técnico de chuveiros angariou muitos amigos, que compareciam diariamente para conversar sobre muitos assuntos. Mesmo tendo estudado apenas o antigo curso primário, tinha uma boa cultura, e durante muitos anos lia jornais diariamente e não perdia sequer um Jornal Nacional estando sempre bem informado sobre todos os assuntos e também sobre a política nacional e municipal.
Tudo o que conseguiu através do seu trabalho como agricultor, corretor e depois comerciante investiu em Rolândia, a cidade do seu coração, onde ainda moram sua esposa, seus 6 filhos, netos, bisneta, irmãos e sobrinhos, e onde estão sepultados os seus pais, sogros e um irmão. JOSÉ CARLOS FARINA
FOTO - JOSÉ FARINA FILHO com o autor deste artigo.
FOTO - JOSÉ FARINA FILHO com o autor deste artigo.
sábado, 31 de dezembro de 2011
UMA VIAGEM DE TREM PELO NORTE DO PARANÁ
Uma viagem inesquecível
OBS.: Na 1ª Foto o meu primo Toninho. Ele não é louco não. A foto foi tirada na festa de um casamento da família. É claro que tinha bebido um pouco.... Na 2ª um trem daquela época (museu do trem de Baurú)...
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
sábado, 3 de dezembro de 2011
OBRIGADO DEUS
OBRIGADO PAI
Obrigado Deus por mais um dia. Obrigado Pai por se mostrares a mim neste sol cheio de vida que traz luz onde havia trevas. Obrigado Paizinho por se mostrares a mim nas plantas que crescem e florescem com a força que o Senhor colocou no solo. Obrigado Jeová pela chuva e pela água que lava tudo o que não presta e renova não só as plantas mas toda a Sua criação. Obrigado Papai do Céu por se revelares a mim no brilho da lua e das incontáveis estrelas que estão sempre no mesmo lugar atestando o Seu domínio sobre tudo e todos. Obrigado meu Criador por permitir a contemplação do mar que não tem fim, mas está sempre seguro por Suas mãos sempre no mesmo lugar. Obrigado Pai da eternidade pelo milagre da concepção. No sorriso de uma criança podemos ver toda a Sua grandeza, pureza e amor. Não há nada mais lindo que o sorriso de uma criança. Obrigado Javé pelas vidas das pessoas queridas que o Senhor colocou na minha vida. Minha esposa, minhas filhas, minha neta, meu genro e a pessoa que agora está lendo esta mensagem que o Senhor colocou no meu coração nesta manhã radiante. Peço ao Senhor que continue comandando a minha vida, me livrando de todo o pecado e das tentações da carne. Peço também mais sabedoria e coragem. Sabedoria para entender o que o Senhor quer que eu faça e coragem para cumprir a Sua vontade mostrando e provando ao mundo que o Senhor existe e se revela a quem O procura com fé. Deus te abençoe meu irmão. Procure o Senhor enquanto se pode achá-Lo. E olha que Ele está na sua porta batendo. Abra a sua porta e ele entrará e ceiará contigo. Ele é o bom pastor que quer apenas cuidar de Suas ovelhas. Jesus é o caminho, a verdade e a vida. JOSÉ CARLOS FARINA - 03/12/2011quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
HORTAS CASEIRAS NO NORTE DO PARANÁ - ANOS 60 e 70
Antigamente, principalmente nos anos 60 e 70 a maioria das famílias do norte do paraná tinha uma horta caseira no fundo do quintal onde se plantava e colhia alface, almeirão, salsinha, cebolinha, rabanete, cenoura entre outras hortaliças. Eu sempre ajudava a minha mãe com a hortinha dela. O trabalho era "afofar" a terra com o enxadão, cercando os canteiros com taboas ou tijolos. Após era acrescentado estrume de gado seco e curtido. Aí fazíamos pequenos sulcos onde eram depositados as sementes. Para evitar que os pássaros não comessem as mudinhas novas trançávamos barbantes sobre o canteiro. Todo dia, de manhã e a tarde, eu ou um dos outros irmãos tínhamos que aguar os mesmos. A nossa terra aqui é tão fértil que a produção era exagerada. Além de presentearmos os vizinhos e parentes, muitas vezes saíamos com cestos vendendo o produto. Era muito difícil vender, pois quase todos tinham horta em seus quintais. Hoje ainda tenho este bom costume. Em casa tenho quatro canteiros feitos de tijolos onde colho para o "meu gasto" almeirão, salsinha e cebolinha, sem agrotóxicos. E o melhor, na porta da cozinha. É só colher, lavar e temperar. É uma ótima terapia. Para trabalhar com horta é preciso gostar do contato com a terra (solos). Sempre que posso trago de fora "terra gorda" de matas virgens que é o melhor adubo que existe. Que tal agora fazer a sua hortinha? JOSÉ CARLOS FARINA
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
MULHERES
Eu acho que ainda não escreveram tudo sobre as mulheres. Falar que a mulher é a principal obra da Criação já falaram... falar que a mulher fala muito e "regula" por demais os maridos já falaram... Falar que a mulher (com algumas exceções) são "barbeiras" no trânsito já falaram... falar que a mulher tem nas compras o seu principal hobby já falaram... falar que o mundo gira em torno das mulheres pela sua beleza e Sex appeal já falaram... falar que elas são as rainhas do lar e que nós (os maridos) e os filhos não vivemos sem elas nem um dia já falaram... falar que tudo na mulher é bonito já falaram... falar que os homens são seus cachorrinhos já falaram... falar que elas são nossa outra metade perdida já falaram... só faltava falar ( da minha parte) que eu sou um homem mais feliz do mundo por Deus ter me dado a mulher mais linda e formidável que existe...
JOSÉ CARLOS FARINA - ROLÂNDIA
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
TUA VIDA É UM FILME
Todo ser humano, sem saber, é diretor, produtor e ator de um filme. Todo dia, por 50, 60, 70 ou 80 anos trabalhamos neste filme. Mas nem todos os filmes são bons. Uns são tão bons que todos querem saber dele mesmo antes do término. Outros jamais serão assistidos de tão ruins. Tem filme que tem todos os ingredientes para conquistar o "Óscar": cenas de amor, romance, aventura, ação, caridade, humanismo, perdão, conquistas, honestidade. Outros são insuportáveis, com cenas de prostituição, morte, vingança, vícios, palavrões e inveja. Para fazermos um bom filme das nossas vidas, podemos copiar as fórmulas dos grandes diretores e atores premiados como Paulo de Tarso, Pedro, o pescador, Francisco de Assis, Martinho Lutero. Não produza filmes como os de Napoleão, Calígula, Nero e Hitler. Para quem crê, nossos filmes serão todos exibidos um dia na Grande Academia do Céu, cujo presidente é Jesus Cristo. Agora que você sabe que é um diretor e ator, capricha mais ai no seu filme. O filme da sua Vida. Desejo que você seja um dos ganhadores do Óscar da Grande Academia de Deus. Deus te abençoe. JOSÉ CARLOS FARINA
INVEJA
Sobre a inveja já falaram bastante
Mas não obstante
Falta ainda dizer
que a pessoa invejosa
Deixa da sua vida viver
E mesmo a sofrer
Com a alma rancorosa
Não aceita que o próximo possa vencer.
Pra esta pessoa um conselho eu vou dar
Aceite Jesus como o seu Salvador
E verá agora tudo com amor
Você abençoará e será abençoada
Não adianta nada
Ganhar o mundo e perder a salvação
Faça agora a sua opção.
JOSÉ CARLOS FARINA
Mas não obstante
Falta ainda dizer
que a pessoa invejosa
Deixa da sua vida viver
E mesmo a sofrer
Com a alma rancorosa
Não aceita que o próximo possa vencer.
Pra esta pessoa um conselho eu vou dar
Aceite Jesus como o seu Salvador
E verá agora tudo com amor
Você abençoará e será abençoada
Não adianta nada
Ganhar o mundo e perder a salvação
Faça agora a sua opção.
JOSÉ CARLOS FARINA
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
MINHA INFÂNCIA NA ROÇA NO NORTE DO PARANÁ - by FARINA
Passei a minha infância (anos 60) no Município de Rolândia, norte do Paraná. Como eu tinha os meus avôs, tios e primos morando na zona rural (sítio ) passsava todas as férias com eles. Acordávamos bem cedinho... por volta das 6:00 horas. Os passarinhos nos acordavam sempre neste horário com a alvorada. Eram bem-te-vis, pássaros pretos, anús, tizil, sanhaços, sabiás, tico-tico e pombinhas... Corríamos para o curral para pegar leite quente com espuma e açucar direto no copo. Depois vínhamos para a cozinha comer pão com toucinho ou pão com torresmo. Logo cedo inventávamos um monte de brincadeiras. Uma delas era caçar passarinhos com estilingue. Pegávamos um embornal... o colocávamos atravessado no ombro e íamos para o rio pegar seixos (pequenas pedras arrendondadas). Após, entrávamos no pomar ou no cafezal na esperança de abater uma pomba juriti para o almoço. Mas Deus sempre protegeu estas aves. Nunca consegui matar uma sequer. Bom... então armávamos arapucas para pegá-las. Muitas vezes conseguimos pegá-las. Levávamos as pobrezinhas para o meu tio abater. Após tirar as vísceras e as penas não sobrava quase nada de carne. No verão, na parte da tarde, íamos quase todo dia nadar no riacho. Era um ribeirão pequeno de águas cristalinas e puras. Podíamos até beber água diretamente do rio. Como o rio era muito pequeno, tínhamos que represá-lo. Colocávamos pedras, madeiras e barro. Tínhamos muita paciência e tempo. Caprichávamos tanto que muitas vezes conseguíamos até 0.80 centímetros de profundidade. Nossa!... para nós era melhor que piscina. Água limpa e geladinha. Foi assim que aprendi a nadar. Primeiramente estilo "cachorrinho" e depois "braçada". Tenho até hoje na minha mente a delícia daquelas águas "profundas" e geladas.... Muitas vezes levávamos peneira para pescarmos. íamos peneirando a água próximo ao barranco, trazendo para cima, barro, pedras e (quando dava sorte) lambaris e camarões de água doce. Mas, o que mais pegávamos eram carangueiros e girinos (filhotes de sapo). Saíamos sempre também a passear à cavalo. Meu avô tinha duas éguas, a Serena e a Gaucha. As duas eram negras e tinham manchas brancas na testa. Eram lindas. Eu sempre montava a Gaucha que era mais mansa e o meu primo a Serena que era arisca. As vezes íamos longe. Até o Caramurú. Não havia perigo... Não tinha bandido... Não tinha ladrão... Era um prazer incrível poder respirar aquela brisa com o cheiro da florada dos eucaliptos e flores silvestres. Era tudo tão bonito... aqueles cafezais... os trabalhadores capinando a roça...os cumprimentos... tarde!... dia!... (quase ninguém falava bom dia!.. Boa tarde!...) As vezes apóstavamos corrida. (eu perdia sempre e ainda gritava: - me espera preto (apelido do Toninho). Ao chegarmos em casa andavámos com as pernas abertas por causa das feridas que se formavam nas nádegas. Era uma cavalgada hoje e um período de descanso de pelo menos uns cinco dias para que as feridas cicatrizassem. Eu, meu primos e irmãos adorávamos também acompanhar meu tio e meu avô em viagens de charrete até a venda do Caramurú. Enquanto o meu tio tomava uma "branquinha" eu e meu primo comíamos sanduiche de mortadela e paçoquinha. Meu tio Manoel tinha quatro cachorros americanos de caça e sempre o acompanhávamos em suas caçadas. Era muito divertido. Quando os cães "levantavam" alguma paca ou cotia começavam a correr e uivar sem parar. Ai nós tínhamos que correr junto para ver o resultado. As vezes corríamos uma manhã inteira e era só frescura dos cachorros. (não tinha bicho nenhum). Eu gostava muito quando chegava visita à noite. Eu e meu primo ficávamos sentados ao lado do fogão caipira à lenha comendo pipoca e o meu tio, avô e visita ficavam contando causos de assombração e tomando café.. O duro era dormir depois. A gente sempre acreditava naquelas mentiras que eles contavam. Eles sempre falavam assim: - "Não sei se é verdade, mas lá em Barretos, meu avô contava que aparecia uma luzinha depois da meia noite e acompanhava os cavaleiros e suas comitivas". A gente sempre ajudava a avó na capina e limpeza do quintal e do pomar e em troca ela fazia pra nós cural de milho, bolos e outras guloseimas. Fazíamos casas do Tarzan em cima das árvores. Amarrávamos uma corda para subir e descer da árvore. Íamos a uma floresta que havia lá perto atrás de marfim para fazermos arco e flexa. Os arcos eram tão bons que conseguíamos arremessar flexas a mais de 50 metros de distância. Subíamos em eucaliptos finos, e, estando lá em cima, forçávamos o tronco a inclinar até alcançarmos o chão. À noite em nosso quarto ficávamos contando "estórias" e piadas que ouvíamos dos adultos. Na falta de piadas novas repetíamos as de sempre. E o pior, sempre ríamos do mesmo jeito (isso é que é solidariedade). Teve uma época que fazíamos carrinhos com rodas de pau e apostávamos corrida descendo em alta velocidade o carreador do sítio. Muitas vezes o "breque" falhava e acabávamos parando com o "chifre" no barranco. As corridas sempre acabavam em chôro. Um dia resolvermos construir um barco para navegar na represa do meu avô. Usamos um tacho (não deu certo)... usamos a mantimenteira da minha avó (também não deu certo)... Aí o meu tio Mané teve uma feliz ideia. Foi lá no mato e cortou uma árvore de imbaúva que é oca por dentro... juntou dois troncos em forma de "V" e pregou taboinhas... Aí deu certo... Passamos uma tarde deliciosa remando e pescando lambaris na represa. Tenho muitas outras estórias para contar, mas vai ficar para outro oportunidade. Até lá pessoal!...JOSÉ CARLOS FARINA - ADVOGADO - ROLÂNDIA - PR.
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